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domingo, 2 de outubro de 2011

7 razões para ter o Facebook de sua empresa




Manter a marca fora das redes é uma decisão arriscada para quem quer ganhar fôlego nos negócios

As redes sociais, quando usadas com sabedoria, ampliam a exposição das marcas, facilitam a relação com o consumidor e convertem a interação em dinheiro.
Hoje, qualquer empresa está sujeita a receber elogios e críticas sobre seus produtos e serviços. Manter a marca fora das redes pode piorar esta situação.Gustavo Fortes, sócio fundador da agência Espalhe, diz que as empresas devem criar páginas nas redes sociais porque as pessoas estão se relacionando por meio delas e as companhias tem que estar onde os consumidores estão. Só no último ano, a pesquisa da comScore mostra que o engajamento dos usuários das redes sociais aumentou em 88%

1- Melhor que um site

Segundo Fortes, ter um site não é suficiente porque ele é lembrado como um classificado com dados estáticos e as pessoas não procuram isso, elas querem interação. Além disso, as páginas precisam de divulgação constante para atrair os usuários, que raramente retornam. Pesquisas mostram que o tempo gasto com navegação na internet é maior nas redes sociais do que em sites.

Em 2011, 114,5 milhões de pessoas na América Latina visitaram uma rede social, representando 96% da população online total na região. Os dados são de uma pesquisa da comScore divulgada em setembro deste ano.

2 - Livre para todos
“Toda empresa pode criar um perfil em alguma rede social. Não há restrições. As companhias de bens de consumo podem usar as plataformas para promover seus produtos. Já as prestadoras de serviços podem divulgar seus serviços, interagir com os usuários, dar suporte e até tornar-se referência no ramo”, diz Fortes.
3 - Qual rede usar?
Segundo Fortes, é essencial identificar as necessidades da empresa antes de criar um perfil. Além disso, é necessário identificar o público alvo e qual a melhor forma de falar com eles.
Veja abaixo um resumo de cada uma das principais redes:
Facebook - permite muito engajamento e interação entre os usuários, além das possibilidades de personalização.
Twitter - possui poucos recursos e limite de caracteres, mas as empresas usam o microblog para conversar com os consumidores no dia a dia e ver se os usuários comentam sobre a marca.
YouTube - não é indicado para as empresas que não possuem capacidade de produzir vídeos. Os consumidores não gostam somente de propaganda, portanto é necessário produzir vídeos que façam sentido para a plataforma, como virais.
Fortes diz que “o YouTube pode ser complicado para uma empresa sem estrutura pois ela não terá de criar roteiros e vídeos interessantes constantemente se quiser engajar as pessoas”.
Orkut – Segundo Fortes, apesar de o Orkut ser uma rede bastante acessada no Brasil, ela não é considerada pelas empresas porque ela demorou muito para criar um espaço corporativo. “Até muito pouco tempo, em seus termos de uso, não era permitido atividade comercial na sua plataforma”.
O profissional também considera a perda de audiência do Orkut. “Somente este ano, sete anos depois da criação do Orkut e num momento de queda, o Google criou as comunidades patrocinadas dentro da rede."
Vale lembrar que o Facebook possui as fanpages, o YoutTube os brand channels e o Twitter os perfis verificados. “Nestas três plataformas o usuário tem canais próprios para solicitar a retirada de perfis falsos de marcas e a segurança para trabalhar a comunicação da empresa”.


4 - Quem atualizará o perfil?
No geral, os funcionários das empresas podem criar e manter os perfis, mas a situação complica dependendo do tipo de serviço e tamanho da empresa.
Para empresas de bens de consumo, é recomendável ter estrutura maior para elaborar os projetos e divulgar os produtos. Agências especializadas em redes sociais podem ajudar. “Se os funcionários são especializados em produtos industriais, talvez a área de comunicação não seja a praia deles”, diz Fortes.
“No caso de prestadores de serviços muito específicos, quando poucas pessoas possuem conhecimento na área, geralmente os funcionários das empresas geram conteúdo para os canais”, diz.
Dicas: Escreva artigos e acompanhe o que acontece nas redes. Use as plataformas para ampliar o networking e, com isso, eles podem ter você como referência para a produção de conteúdo. Também é recomendável criar uma equipe dentro da empresa, mantê-los informados sobre o que acontece nas redes e pedir que colaborem com a criação de conteúdo.
5 - Custos
Os custos variam com o objetivo da empresa no ambiente social. Segundo Fortes, a montagem da estrutura, planejamento, produção de conteúdo e posicionamento da empresa contribuem para agregar e construir uma marca. Estes aspectos devem ser levados em conta na hora de pensar sobre a verba.
“A empresa que deseja investir nas redes sociais devem ter uma equipe e destinar uma verba para isso. O investimento vai definir, principalmente, como a agência vai planejar trabalhos que virem assuntos entre os usuários. Não adianta nada estar nas redes e não gerar comentários”, diz.
O investimento em produção de conteúdo deve ser constante para atrair leitores. “Na rede, a verba deve ser constante e distribuída durante todo o ano. Em outras mídias, a verba é maior para épocas de lançamentos de produtos ou serviços. Apesar disso, nada impede de a empresa reservar para as redes uma parte maior da verba durante as datas comemorativas”, diz Fortes.


6 - Comentários negativos
É necessário estar preparado para receber comentários negativos. “Ninguém fala mal à toa. É necessário descartar agressões gratuitas e, se o usuário mostrar argumentos, é necessário intervir o mais rápido possível. As redes não param, portanto, a empresa deve deixar claro em quais momentos não presta atendimento”, diz Fortes.
“Também é necessário ter um fluxo de comunicação interno e não deixar perguntas sem resposta. As empresas de serviços tentem a ter uma interação maior com os usuários das redes. É recomendável ter uma grande estrutura de atendimento para atender satisfatoriamente e rapidamente a todos os consumidores”, diz.
Dicas: Responda a todos os usuários e crie conteúdo constantemente. Com isso, possíveis dúvidas de outros usuários serão respondidas a partir da resposta direcionada a outros perfis.
Mantenha sua página aberta, seja franco e positivo. Isso pode ajudar a diminuir as reclamações porque os usuários encontram no seu perfil uma forma de conversar diretamente com a empresa. É importante que a empresa responda as reclamações, converse com os usuários e estar sempre presente e acessível.
7 - Controle de vendas
Empresas de e-commerce possuem maior controle sobre as estatísticas de vendas que são feitas por meio da plataforma online. Isso acontece porque ferramentas de monitoramento identificam os usuários que efetuam a compra a partir do link divulgado nas redes sociais. Neste caso, o perfil empresarial serve de gerador de tráfego para a página de venda.
Fortes diz que, no caso de produtos de massa, a situação é um pouco mais complicada porque não tem como perceber uma venda motivada por uma divulgação online. “Mesmo que o resultado das vendas não seja ser exato, pesquisas mostram que os fãs das marcas, como aqueles que clicam no botão “curtir” ou seguem a empresa no Twitter, fazem uma melhor propaganda para os amigos”.


Estudos confirmam que os consumidores buscam referências de produtos ou serviços nas redes. Uma pesquisa realizada pela Gfk, empresa de pesquisa de mercado, mostra que 27%, numa amostra de 1.000 pessoas, disseram usar redes sociais para pesquisar marcas, enquanto 17% afirmaram usá-las como recomendação.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

13 anos de Google em 13 aquisições



O Google comemora hoje 13 anos, período durante o qual, realizou mais de 100 aquisições. A maior delas foi também uma das últimas: a compra de parte da Motorola por 12,5 bilhões de dólares.
Veja 13 aquisições realizadas pelo Google desde que foi criado e como elas ajudaram a transformar a empresa no gigante que é: 
Motorola 
Em agosto, o Google realizou a maior aquisição de sua história: a empresa pagou 12,5 bilhões de dólares para comprar a Motorola Mobility. O CEO do Google, Larry Page, enfatizou o interesse do Google no acervo de mais de 20 mil patentes da Motorola Mobility. A aquisição gerou muita discussão. A Motorola já estava longe de seus dias de liderança da era do celular analógico. A compra pelo Google aconteceu sete meses depois de a Motorola ter sido dividida em duas, a Motorola Mobility, a fabricante de celulares, e a Motorola Solutions, que fornece equipamentos de comunicações de voz e dados para empresas. As empresas acreditam que a operação será concluída no final desse ano ou no começo de 2012.
AdMob 
Em 2010 o Google comprou oficialmente a AdMob, que faz publicidade em celulares. O valor da operação foi de 750 milhões de dólares. Os executivos da empresa tem saído e diz-se que a integração não está indo muito bem.
ITA 
Ainda em 2010 o Google assinou um acordo para a compra da ITA, empresa de softwares especializada na organização de dados de companhias aéreas, incluindo horários de vôos, disponibilidade e preços. Especula-se que o valor pago foi de 700 milhões de dólares. A ITA também compila informações de ferramentas de busca rivais, por isso a compra recebeu reclamações por parte de competidores que dependem do serviço da ITA.
DoubleClick
Em 2008 o Google concluiu as negociações para a aquisição da DoubleClick – o anúncio de intenção de negócios ocorreu no ano anterior, mas as empresas tiveram que esperar aprovações dos órgãos reguladores. Essa era a aquisição de maior valor do Google antes da compra da parte da Motorola. O negócio foi fechado por 3,1 bilhões de dólares. A aquisição lançou o Google no negócio de publicidade de display. 
YouTube
Por 1,65 bilhão de dólares, o Google comprou o YouTube em 2006. Na época, foi a maior compra realizada pelo Google, que não foi poupado de críticas. Hoje, é vista como uma das aquisições mais importantes.
dMarc
Nesse ano também foi comprada a dMarc, empresa de publicidade em rádio digital. Estima-se que o Google tenha desembolsado cerca de 102 milhões de dólares pela empresa – e que a aquisição foi um erro. O Google encerrou o programa na metade de 2009.
Android
Em 2005 o Google comprou uma start-up de 22 meses de vida, a Android, de Andy Rubin. Inicialmente, não se sabia qual a atuação da empresa. Hoje, o Android é uma das armas do Google na briga com o iPhone. Estima-se que o valor da aquisição foi de cerca de 50 milhões de dólares. Diz-se que, no final de 2010, o líder da divisão de fusões e aquisições do Google, David Lawee, chamou a aquisição de “o melhor negócio que já fizeram”. Menos de três anos depois de seu lançamento, ela se tornou a plataforma de smartphones mais popular do mundo.
Urchin
Nesse ano a empresa comprou a Urchin, uma empresa de análises da web cuja tecnologia foi usada para criar o Google Analytics, lançado em novembro do mesmo ano.
Picasa
Em 2004 o Google comprou o Picasa, que buscava, armazenava e possibilitava a edição de fotos – hoje ele tem um álbum como o do Flickr. O valor da operação não foi informado.
Keyhole
No ano de seu IPO, a empresa comprou também a Keyhole, uma empresa de mapeamento digital cuja tecnologia daria origem, no ano seguinte, o Google Earth. A empresa não divulgou os termos do acordo.
Applied Semantics
O Google comprou a Applied Semantics em abril de 2003 por 102 milhões de dólares. A Applied Semantics construiu o AdSense – a plataforma de busca publicitária paga que ainda é responsável pela maior parte da receita e lucros do Google.
Blogger
Em fevereiro de 2003 o Google comprou a Pyra Labs, criadora do Blogger, uma ferramenta para a criação de blogs. A empresa não informou os termos do negócio. O Google não realizou nenhuma aquisição em 2002.
Deja
Em fevereiro de 2001 o Google realizou sua primeira aquisição pública, o serviço de grupos de discussão Usenet, da Deja.com, um arquivo de 500 milhões de discussões da Usenet, iniciado em 1995. O google adicionou recursos de pesquisa e navegação e lançou os Grupos do Google. O valor da operação não foi divulgado.
Perdas
Durante sua existência, o Google também falhou na tentativa de adquirir algumas empresas. A companhia já tentou comprar o Facebook, em 2007, por cerca de 15 bilhões de dólares. Mas não formalizou uma proposta. Dois anos antes, a empresa havia tentado comprar o Flickr, que ficou com o Yahoo!.

domingo, 25 de setembro de 2011

Como é o processo de decisão do consumidor?


Como é o processo de decisão do consumidor? Respondido por Daniela Khauaja, especialista em marketing
O modelo do processo de decisão do consumidor representa as etapas que os consumidores passam antes, durante e depois de fazerem alguma compra.
Começa quando os consumidores reconhecem que têm uma necessidade não satisfeita e querem fazer alguma coisa para mudar essa situação.
O passo seguinte é a busca de informação, quando os consumidores procuram se lembrar de experiências passadas ou procuram em fontes externas. Hoje em dia, as redes sociais têm desempenhado importante função nessa etapa do processo.
A terceira etapa é a avaliação das alternativas disponíveis. Nesse ponto, é crucial conhecer quais são os atributos mais importantes para o seu consumidor-alvo, pois é muito provável que ele abra mão de algumas características do produto em detrimento de outras que considera mais urgentes para satisfazer sua necessidade.
A quarta etapa é a compra em si, momento no qual é importante garantir que o produto esteja acessível. Muitas empresas tentam fazer desse momento algo memorável, proporcionando uma experiência única para seus consumidores.
A última etapa do processo de decisão do consumidor é o pós-compra. Diversas empresas negligenciam essa etapa, perdendo a oportunidade de saber se o produto foi capaz de satisfazer as necessidades do consumidor e de construir um relacionamento duradouro e lucrativo.
É extremamente importante compreender como seus consumidores se comportam em cada etapa do processo de decisão de compra para garantir o sucesso da sua empresa.